domingo, 25 de outubro de 2009

* LENDAS URBANAS: PALHAÇO MACABRO


O garotinho respirou aliviado quando o sinal da escola tocou.
Cinco da tarde. Hora de ir embora.
Ele colocou a bolsa do Homem Aranha nas costas, despediu-se da professora e saiu da classe.
Estava faminto. Queria chegar logo em casa para comer os bolinhos que a mãe fazia. Era um ano qualquer.
Ninguém se lembra mais de seu nome, mas sabe – se que ele tinha nove anos de idade e estava na terceira série.
Sua casa ficava há umas sete ou oito quadras da escola. Na periferia da cidade.
Para encurtar o caminho, ele costumava passar sempre por uma ruazinha de terra, semi deserta, com vários terrenos baldios tomados pelo mato.
Foi exatamente nesta rua que o garotinho avistou uma Perua Kombi, branca. Os vidros eram escuros. Estava parada.
Antes que ele passasse por ela, a porta se abriu e saiu uma linda bailarina, toda vestida de branco. Uma música começou a tocar e a mulher fez alguns passos bonitos que chamou a atenção do garoto.
É claro que o delicioso algodão doce que ela segurava atraiu muito mais a atenção do menino.
O garoto abriu um largo sorriso e parou admirado diante da mulher sorridente. Ela se abaixou e lhe ofereceu o doce. Ele aceitou na hora. Afinal, era um menino, e meninos gostam de doces.
A música cessou abruptamente, mas ele nem percebeu. Estava ouvindo admirado, a mulher dizer como ele era bonito, inteligente e principalmente “saudável”. Ele não entendeu muito bem porque os olhos dela brilharam ao dizer isso, mas não fazia diferença. Seu interesse era mesmo o doce.
Ele já ia continuar seu trajeto pra casa, todo orgulhoso, quando o motorista da Kombi saiu do veículo. Era um palhaço. Ele tinha outro algodão doce na mão.
“Este é para seu irmãozinho” - disse o palhaço forçando um sorriso.
O menino sentiu um calafrio percorrer seu corpo. Palhaços geralmente eram criaturas engraçadas - pensava ele - mas havia algo estranho naquele.
Era grandalhão, musculoso, meio estranho mesmo.
Tinha um aspecto sinistro, aterrador. O garoto teve a impressão de que a criatura com a cara pintada olhava para todos os lados, como se quisesse se certificar de que não havia mais ninguém por perto.
O menino se lembrou que fora advertido pela mãe, de nunca falar, e nem aceitar nada, de estranhos.
Mas, mesmo sendo um tanto assustador, aquele era só um palhaço. Tudo bem que não era tão simpático quanto um Ronald Mcdonald , ou carismático como o Bozo, mas ainda assim, era um inocente palhaço.
O garoto esticou o braço para pegar o algodão doce. Foi nesse momento que uma expressão diabólica dominou o rosto do palhaço. A cara pintada transformou-se numa máscara de ódio, perversão e sadismo. Agindo como um verdadeiro maníaco, a criatura agarrou o menino pelo braço, tampou sua boca e o levou a força para dentro da Kombi. A bailarina trancou a porta do veículo rapidamente, assumiu a direção e deu partida.
Dentro do carro, o sinistro palhaço abriu uma maleta preta, enquanto segurava o menino, que não parava de se bater, tentando escapar. Na maleta havia vários instrumentos cirúrgicos usados em hospitais, como bisturi, tesouras, seringas e até uma ?faca, entre outros instrumentos afiadíssimos.
O palhaço pegou a seringa e aplicou uma dose no pescoço do garoto, que parou subitamente de se bater.
Pouco depois, a Kombi estacionou num local deserto. A bailarina, que parecia ter a experiência de uma enfermeira, e o palhaço, que parecia ser um verdadeiro cirurgião, vestiram luvas de borracha, jalecos brancos e iniciaram a cirurgia.
O menino de apenas nove anos, foi aberto vivo. Todos os seus órgãos principais foram removidos. Fígado, coração, rins, cada um foi colocado separadamente em pequenos compartimentos de uma caixa térmica, usada exatamente para aquele fim. Após o trabalho, a carcaça do menino foi jogada no meio do matagal, onde só seria encontrada uma semana depois.
A notícia assustadora se espalhou rapidamente. Alguém, ninguém sabe quem, espalhou rumores sobre o tal palhaço assassino.
Mesmo com a descrição exata do palhaço e do carro que ele andava, ele nunca foi preso pela polícia.
Dizem que o caso é apenas uma Lenda Urbana, uma dessas histórias sensacionalistas que permeiam o inconsciente coletivo de quem mora na cidade grande.
A polícia já garantiu mais de uma vez que o palhaço assassino, definitivamente, não existe. Mas, muitas pessoas arriscam dizer que ele ainda está por aí, circulando com sua Kombi branca, com sua linda bailarina e é claro... com sua faca afiada.
REGINALDO CARLOTA, jornalista policial, escritor e colaborador do JE com a coluna Lendas Urbanas

OBS: Essa é uma lenda muito contada na região da grande São Paulo entre outras cidades do interior. Ela falava sobre uma gangue, que se vestiam de palhaços e andavam pelas ruas em um furgão. A fantasia fazia com que crianças se aproximacem dos "bons palhaços" que as atraiam até o furgão, sequestrando-as. Dizia-se que quando as crianças eram pegas, os palhaços a matavam, cortando em pedaços, pegando alguns orgãos e vendendo no trafico internacional. Nunca houve nenhuma prova de que essas historia fosse realmente verdadeira, mais sempre foi muito comentada.

1 comentários:

tiffany on 15 de abril de 2010 06:16 disse...

Achei d+ esta história não muita assustadora mas legal e minha nota é 6

Postar um comentário

Vídeo não pode ser exibido.

 

Followers

Visualizações de páginas da semana passada

Sorte de Hoje

Sorte de Hoje
Ninguém pode voltar e criar um novo início, mas todo mundo pode começar hoje e criar um novo final!
Sejam bem vindos.
Assusta Galera Copyright © 2009 Blogger Template Designed by Bie Blogger Template